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SUS passa a distribuir pílula do dia seguinte sem exigir receita médica

Tainah Medeiros

pilula_destaque1O Ministério da Saúde vai dispensar a exigência de receita médica para a entrega de pílula de emergência, mais conhecida como pílula do dia seguinte, nos postos do SUS. Para evitar a gravidez, o medicamento deve ser utilizado no máximo até 72 horas após a relação sexual desprotegida. Ter de esperar por uma receita médica poderia colocar em risco a eficácia do anticoncepcional.

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Contracepção além da pílula

O medicamento é entregue gratuitamente pelo SUS mediante prescrição médica desde 2005. Até então, apenas vítimas de violência sexual tinham direito à pílula na rede pública. O número de tratamentos por esse método saltou de 513 mil em 2010 para 770 mil em 2011, mas muitas mulheres ainda se queixavam da dificuldade no acesso ao medicamento.

 

É válido lembrar que a pílula do dia seguinte não é um método contraceptivo indicado para uso frequente, deve ser ingerida apenas em casos inesperados de relação sexual desprotegida. Por possuir alta taxa hormonal, ela pode causar desconforto e reações incômodas, tais como: alterações no ciclo menstrual, interferência na ovulação, dor de cabeça, sensibilidade nos seios, náuseas e vômitos.