Alcance dos genéricos no Brasil

Paula Andregheto

A Lei dos Genéricos promoveu grandes mudanças no Brasil. Seu objetivo sempre foi claro: pretendia ampliar o acesso das pessoas a medicamentos e melhorar as condições da saúde pública no Brasil.

Hoje, nós podemos contar com o tratamento das doenças e sintomas que mais acometem a população por um preço que é, em média 60%, mais barato. Dos 20 medicamentos mais receitados do país, todos possuem versão genérica.

Além disso, aproximadamente 85% dos medicamentos distribuídos na Farmácia Popular (programa em que o consumidor pode adquirir medicamentos gratuitos para o tratamento de doenças crônicas) são genéricos.

O conjunto de doenças que os medicamentos genéricos já tratam é grande:

  • Cardiocirculatórias;
  • Infecciosas;
  • Metabólicas;
  • Neurais;
  • Hormonais e não hormonais;
  • Dermatológicas;
  • Respiratórias;
  • Do sistema urinário/sexual;
  • Oftalmológicas;
  • Antitrombóticas;
  • Anemias;
  • Anti-helmínticas/parasitárias;
  • Oncológicas;
  • Do sistema gastrointestinal.

Mercado de genéricos

O primeiro registro de um genérico foi feito em 2000, um ano após a instituição da Lei 9.787. Passados mais de 15 anos, o mercado de genéricos cresceu de tal maneira que, de um único registro, passamos para 3,6 mil em 2015.

Em apenas 15 anos, o número de fabricantes desse tipo de medicamento no Brasil passou de zero para 117. E das dez maiores empresas farmacêuticas do país, oito comercializam genéricos.