Entrevista

Excesso de vitaminas

Alberto de Macedo Soares é médico geriatra, presidente da seção de São Paulo da Sociedade Brasileira de Geriatria.

As vitaminas são conhecidas há muito tempo e o conceito de que são absolutamente necessárias para a saúde perfeita faz parte da tradição popular. Todos nós, muitas vezes na vida, ouvimos dizer - “Coma essa fruta, porque tem muita vitamina” -, ou que vitamina C é um santo remédio para gripes e resfriados ou, ainda, que algumas vitaminas ajudam a retardar o envelhecimento.

Na época das caravelas que se dirigiam ao Novo Mundo, os marinheiros tinham escorbuto, uma doença provocada pela carência de vitamina C e que se manifestava quando eles deixavam de comer alimentos frescos, como frutas e verduras.

Como se vê, o apelo para o consumo de vitaminas é forte, vem de longe e acabou criando uma cultura, que poderia ser chamada de vitaminocultura, em função da qual muitas pessoas tomam desnecessariamente e sem critério grande quantidade desses micronutrientes todos os dias. Logo no café da manhã, são oito, dez, doze comprimidos de uma só vez, na esperança de ficarem mais saudáveis, fortes e rejuvenecidas. Embora sejam essenciais para a sobrevivência humana, a suplementação vitamínica é quase sempre desnecessária. Os alimentos naturais fornecem a quantidade de que o organismo precisa.

FUNÇÃO DAS VITAMINAS

Drauzio –­ Qual é a função das vitaminas no organismo?

Alberto de Macedo Soares – As vitaminas desempenham papel fundamental na constituição, elaboração e resposta das células que constituem nosso organismo, principalmente no que diz respeito às enzimas, substâncias que adiantam ou retardam uma reação orgânica. Organismo sem vitamina é organismo falido, não funciona de forma adequada. Por isso, as vitaminas presentes nos alimentos naturais são fundamentais para a sobrevivência humana.

Drauzio – Todos os alimentos naturais contêm vitaminas?

Alberto de Macedo Soares – Nem todos, mas as frutas e as verduras são os que mais contêm vitaminas em sua composição.

Drauzio – Uma dieta variada que inclua duas ou três porções de verdura e duas ou três porções de frutas por dia fornece a quantidade de vitaminas de que a pessoa necessita?

Alberto de Macedo Soares – Sem dúvida nenhuma. A grande maioria das pessoas com ingesta diária de frutas e verduras não precisa acrescentar nenhum tipo de vitaminas vendido nas farmácias.

VITAMINAS X RADICAIS LIVRES

Drauzio – Há um tipo de medicina chamado de ortomolecular que atribui às vitaminas papel antioxidante. A justificativa é que, nas reações normais para manter o metabolismo, nós produzimos radicais livres de oxigênio, ou seja, átomos altamente instáveis e reativos de oxigênio com número ímpar de elétrons na órbita externa, que oxidariam os componentes celulares. Como você vê a relação dos antioxidantes com as vitaminas?

Alberto de Macedo Soares – Nos processos inflamatórios, infecciosos e de exposição à radioterapia, ocorre uma produção exacerbada de radicais livres, o que fatalmente cria maior suscetibilidade e leva dano ao DNA e ao RNA. Além disso, doenças como catarata e hipertensão, por exemplo, também podem acarretar aumento na produção de radicais livres.

Testes in-vitro, dentro do laboratório, revelaram que as vitaminas exercem função inibitória na produção excessiva de radicais livres. Porém, quando se tentou aplicar essa experiência em seres humanos, verificou-se que o resultado não é o mesmo. Ao contrário – e temos insistido muito nesse sentido -, a possibilidade de as pessoas produzirem radicais livres aumenta com o uso de vitaminas. Isso mostra que o organismo humano é muito mais complexo do que qualquer ensaio laboratorial.

Drauzio – Está demonstrado que vitaminas em excesso aumentam a produção de radicais livres?

Alberto de Macedo Soares – Esse aumento de produção já vinha sendo observado desde o começo dos estudos e, hoje, na prática, estamos vivenciando o estrago que os trabalhos indicam e indicavam. Por exemplo, estudo científico realizado com betacaroteno, um precursor da vitamina A, para prevenir câncer de pulmão em fumantes, apontou que seu consumo fez crescer o número de casos da doença nos usuários.

Drauzio – Há dois trabalhos, um dinamarquês e outro nos Estados Unidos, com enorme casuística, que não deixam dúvida sobre essa ação do betacaroteno.

Alberto de Macedo Soares – São trabalhos multicêntricos, que envolvem milhares de pessoas e atestam o mesmo resultado.

Drauzio – Apesar disso, às vezes, pessoas saudáveis recebem orientação para tomar multivitaminas, entre elas betacaroteno, embora sejam fumantes.

Alberto de Macedo Soares – Isso é um erro. É uma conduta totalmente proscrita do ponto de vista científico.

E NÃO FIZER BEM…

Drauzio – Como os geriatras veem a ingestão excessiva de vitaminas?

Alberto de Macedo Soares – A Sociedade Brasileira de Geriatria vê com preocupação não só as correntes ortomoleculares, que propagam o uso de vitaminas e de antioxidantes em larga escala, mas também vê com preocupação as academias e outras sociedades ditas de “antienvelhecimento” (aliás, eu queria entender o que significa antienvelhecimento, pois, na minha concepção como geriatra, o único jeito de não envelhecer, é morrer precocemente). Por essa razão,  tem pedido o respaldo dos conselhos regionais e a punição devida, uma vez que o Conselho Federal de Medicina, no artigo 13, coloca como proibido o uso indiscriminado de megadoses de vitaminas. Entretanto, apesar do empenho, todos os dias recebemos pacientes que dizem: “Doutor, o meu café da manhã são oito comprimidos de vitaminas”, sem saber que com isso estão se expondo a riscos absolutamente desnecessários.

Drauzio – Muitas pessoas partem do princípio que, se vitamina não fizer bem, mal também não faz.

Alberto de Macedo Soares – Essa história de que vitamina, se não fizer bem, mal não faz, não procede. Como você bem colocou, antigamente, a tripulação dos navios tinha carência de vitamina C e desenvolvia escorbuto, uma doença que provoca sangramentos, porque os marinheiros passavam muito tempo em alto mar sem ingerir alimentos frescos. Hoje, porém, trabalhos mostram que a retirada abrupta de megadoses de vitamina C pode provocar um quadro semelhante ao de escorbuto, além de cálculo nos rins e distúrbios gastrintestinais.

VITAMINA C

Drauzio – Linus Pauling afirmava categoricamente que as pessoas deveriam tomar megadoses de vitamina C, dez gramas por dia pelo menos. Como recebeu dois prêmios Nobel (um de Bioquímica, porque fez um trabalho muito importante nessa área, e um prêmio Nobel da Paz) e era um grande cientista, sua recomendação tinha força especial. Na verdade, porém, Linus Pauling não era médico, nunca tinha estado com um doente em sua frente. Mesmo assim, os laboratórios multinacionais que produzem vitamina C fazem propaganda sugestiva afirmando que essa vitamina melhora a resistência física e ajuda a curar gripes e resfriados. Há fundamento científico para o uso de megadoses de vitamina C?

Alberto de Macedo Soares – Nossa necessidade diária de vitamina C é um e meio miligrama, uma porção infinitamente menor do que os dez gramas que indicava Linus Pauling para a prevenção do câncer. É público que, quando inquirido sobre o tumor de próstata que desenvolveu, mesmo tomando altas doses dessa vitamina, sua resposta foi que graças a ela tinha conseguido postergar o início da doença.

Atualmente, a medicina está baseada em evidências que surgem como resultado de megaestudos e envolvem milhares de pacientes. Não dá mais para considerar relatos de casos isolados, nem o “eu acho”, “tenho dois pacientes que melhoraram”, nem a experiência do vizinho.

Drauzio – Existem evidências de que a  vitamina C deva ser usada nas gripes e resfriados, doenças muito prevalentes e responsáveis, provavelmente, pelo maior consumo dessa vitamina?

Alberto de Macedo Soares – Não há. Aliás, um jargão difundido no tempo de nossos avós era: gripe, vitamina C e cama. Hoje, o geriatra não prescreve vitamina C e muito menos cama nos casos de gripe e resfriado. Vitamina C, porque as evidências são muito controversas nos pacientes imunocomprometidos, e colocá-los de cama pode representar fator predisponente para a pneumonia.

Em suma, a conclusão das sociedades de geriatria é que, na imensa maioria dos casos, não há a menor evidência de que a vitamina C deva ser indicada, apesar de ter demonstrado ação antioxidante nos tubos de ensaio, uma vez que essa resposta não ocorre nos seres humanos.

Drauzio – Você mencionou que o excesso de vitamina C pode provocar cálculos renais.

Alberto de Macedo Soares – Não só cálculos renais, mas distúrbios gastrintestinais e incômodo na bexiga porque acidifica a urina e isso provoca irritação.

VITAMINA E

Drauzio – Quais as consequências do uso excessivo da vitamina E?

Alberto de Macedo Soares – O que vemos, na prática da clínica, é que a vitamina E pode causar alterações na coagulação, distúrbios gastrintestinais, dor de cabeça crônica. Recentemente, dois estudos grandes mostraram que a vitamina E, largamente utilizada como coadjuvante no tratamento do mal de Parkinson e, em associação com outros medicamentos, nos portadores de Alzheimer como incrementadora da memória, não apresenta os efeitos apregoados e não deve mais ser prescrita para esses pacientes.

Drauzio – Recentemente, foi publicado um trabalho realizado por uma revista cientifica que condena o uso de vitamina E. Você poderia explicá-lo?

Alberto de Macedo Soares – Em 2005, causou grande impacto um trabalho sobre a vitamina E publicado pela revista americana Annuals of Internal Medicine, que avaliou os 19 maiores estudos a respeito dessa vitamina realizados nos últimos anos, e que incluíram quase 140 mil pacientes. A conclusão foi que a vitamina E deve ser abolida do receituário médico porque pode aumentar o índice de mortalidade.

INDICAÇÕES CORRETAS

 Drauzio – Há situações em que as vitaminas devam ser indicadas?

Alberto de Macedo Soares – Existem algumas situações em que elas devem ser indicadas. É o caso da carência da vitamina B12, que pode provocar déficit de memória. Por exemplo: às vezes, depois de uma cirurgia de estômago ou de uma dieta alimentar inadequada, a pessoa começa a dar sinais de esquecimento e a família interpreta o fato como início da doença de Alzheimer. Essa é uma situação em que o paciente precisa ser avaliado para verificar se não está com deficiência de vitamina B12 no organismo, o que é feito por meio de uma simples coleta de sangue. Se estiver, é indicada a reposição dessa vitamina, na forma de injeções para facilitar absorção, durante algum tempo.

Outro exemplo é o da indicação de vitamina D para os portadores de osteoporose. Sabemos que a associação de vitamina D e cálcio altera a densidade dos ossos, pois ajuda a fabricar tecido ósseo.

Drauzio – Você acha que se deveria indicar vitamina D e cálcio para todas as mulheres que entram na menopausa?

Alberto de Macedo Soares – A associação de vitamina D e cálcio está indicada para pacientes com osteopenia. A menopausa é um dos fatores precursores da osteoporose, porque a menor produção de estrógeno, promove perda de massa óssea sem reposição suficiente, uma vez que os ossos se destroem e se formam a cada três meses. Então, no período de perimenopausa, diante de um exame de densitometria que mostre perda de densidade óssea característica não da osteoporose, mas da osteopenia, deve-se indicar a reposição de vitamina D e cálcio.

Drauzio – De qualquer modo, essa reposição não deve ser feita indiscriminadamente.

Alberto de Macedo Soares – Não indiscriminadamente. Na verdade, quanto menos medicamentos a pessoa tomar melhor. Essa é uma postura razoável, principalmente com os idosos que já fazem uso de uma polifarmácia, porque muitos têm pressão alta, colesterol elevado, artrose, problemas de estômago.

Drauzio – Para suprir a necessidade de cálcio, quanto de leite e derivados a pessoa deve ingerir por dia?

Alberto de Macedo Soares – As sociedades que lidam com ortopedia e geriatria preconizam 1,5g de cálcio por dia, o que reverte numa quantidade de alimentos que nem sempre a pessoa consegue ingerir. Por isso, muitas vezes, a reposição de cálcio tem de ser feita com comprimidos e suplementação farmacológica.

Drauzio – Quantos copos de leite correspondem a um grama e meio de cálcio?

Alberto de Macedo Soares – Seriam 12 copos de leite. Só que a pessoa não precisa tomar apenas leite. Se tomar quatro copos, comer duas fatias de queijo e brócolis, por exemplo, que tem bastante cálcio, estará reforçando a ingesta e beneficiando-se com isso.

USO NA ADOLESCÊNCIA E NA VELHICE

Drauzio – Acho que em dois momentos da vida se concentra mais o conceito da necessidade das vitaminas. Um é na adolescência, fase de crescimento, pois as mães temem que os filhos não consigam obter a quantidade suficiente de micronutrientes com a alimentação. A outra é na velhice. Nessas fases, o uso de vitaminas deve ser indicado? 

Alberto de Macedo Soares – Não é alvo da sociedade de geriatria verificar o uso de vitaminas na adolescência, mas a prática nos mostra que, muitas vezes, nessa idade, a suplementação não é contínua. Além disso, em geral, o adolescente não precisa tomar vitaminas, porque conta com um fator de proteção muito maior que é a atividade física. Ele é obrigado a fazer exercícios na escola e, em geral, frequenta academias.

O que vemos com preocupação, porém, – e aproveito a oportunidade para deixar um alerta – é que, nas academias, os adolescentes estão fazendo uso absolutamente equivocado de megadoses de vitaminas, de diuréticos e de hormônios. O resultado é que acabam tornando-se hipertensos aos 18, 20 anos de idade.

No que se refere aos idosos, na há coisa pior para o geriatra do que atender uma pessoa com estado geral comprometido e necessitando de um tratamento específico porque é portadora de uma doença, que está tomando vitaminas em doses altas prescritas durante uma consulta num serviço de saúde. Em tais casos, há dois aspectos prejudiciais a considerar. Número um: além de não se beneficiar em nada com as doses altas de vitamina, o idoso está se expondo a vários outros riscos. Número dois: a doença de que é portador deixa de ser tratada como deveria.

Muitas vezes, é a família preocupada que encaminha o idoso debilitado a profissionais de ética questionável que identificam carência disto ou daquilo pelo exame de um fio de cabelo ou de uma gota de sangue. Na verdade, o teste do cabelo só perde para o do dedinho.

Drauzio – Como é feito o exame do cabelo?

Alberto de Macedo Soares – Um fio de cabelo, retirado normalmente da região occipital, é mandado para os Estados Unidos, onde é feito um mineralograma do paciente para mapear suas carências e propor tratamento adequado.

Drauzio – O curioso é que parece sempre estar faltando selênio.

Alberto de Macedo Soares – Embora selênio seja um dos oligoelementos muito estudados na prevenção do infarto, um grande estudo mostrou que seu uso não traz benefícios.

Drauzio – E o teste do dedinho, como é feito?

Alberto de Macedo Soares – A pessoa vai ao consultório de um médico, volto a dizer, de ética questionável, que lhe retira uma gota de sangue do dedo e coloca-a numa lâmina para ser examinada no microscópio, o que torna possível ver as impurezas e os radicais livres andando de um lado para outro. Os pacientes se assustam, mas não podemos criticá-los por isso. Temos é de pedir aos conselhos regional e federal de farmácia uma atitude firme para inibir esse tipo de conduta.

Brecar o envelhecimento é uma proposta sedutora, mas inviável e inacessível.  Cabe-nos procurar envelhecer com qualidade de vida, com saúde, sem buscar medidas discutíveis e não comprovadas para retardar um processo absolutamente natural do organismo.

TRATAMENTOS MILAGROSOS

Drauzio – Qual é a sua posição a respeito de três tratamentos que dizem retardar o envelhecimento: as vitaminas, geralmente importadas e caríssimas que são aplicadas por via endovenosa, o ginkgo biloba e a procaína?

Alberto de Macedo Soares – São três tratamentos que as sociedades de geriatria não respaldam. Vamos começar pela infusão endovenosa de vitaminas. Na grande maioria das vezes, elas são administradas sem a menor necessidade. Raríssimas são as exceções em que a pessoa pode precisar de um suplemento vitamínico, mas nunca sob o pretexto de prevenir o envelhecimento. E tem mais: além de caríssimas, essas vitaminas costumam ser associadas a medicamentos que o Conselho Regional de Medicina proibiu a utilização.

O extrato de ginkgo biloba era indicado com a função de melhorar a memória. Infelizmente, está provado que não possui esse efeito, mas funciona para  controlar o zumbido crônico no ouvido, em certos casos. Assim como a osteoartrose pode acometer algumas áreas do corpo, alterações podem ocorrer nos ossículos do ouvido médio e produzir um som bastante desagradável.

Embora parcela importante dos pacientes se beneficiem com esse medicamento, ele não serve para todos os casos de zumbido e seu uso requer acompanhamento médico. Por quê? Porque nenhum remédio é inócuo e a gingko biloba pode exercer uma ação potencializadora e provocar sangramentos, principalmente, nos pacientes que tomam antiadesivos plaquetários, a aspirina por exemplo. Se a pessoa tomar anticoagulantes, então, pode ter sangramento mais intenso, uma hemorragia.

O uso de procaína é o mais condenado pela Sociedade de Geriatria. Quando me perguntam qual a situação em que ela deve ser indicada para um paciente, respondo: nenhuma. E não sou só eu. O Food and Drug Administration (FDA), um dos órgãos mais sérios no controle dos medicamentos, até hoje não autorizou nem liberou o uso de procaína, um anestésico que era utilizado pelos dentistas. Atualmente, nem isso. Eles encontraram coisa melhor.

No entanto, como a procaína tem discreta ação inibidora de uma enzima chamada monoamidoxidase, provoca certa sensação de euforia. A mídia volta e meia mostra relatos de pessoas que fizeram uso dessa droga e afirmam ter sentido a vida mudar. Sem contar o efeito placebo, uma vez que 30% dos portadores de uma doença melhoram tomando um comprimido de água e farinha, há pessoas que se dispõem a gastar US$ 4.000 a cada seis meses para fazer uso de uma substância de eficácia absolutamente não comprovada.

Pior ainda: a procaína tem sido descrita como medicamento que pode levar a distúrbios gastrintestinais, psiquiátricos, à confusão mental e até à convulsão. Por isso, não é indicada no Hospital das Clínicas, na Escola Paulista de Medicina, na Santa Casa de São Paulo, na Faculdade de Medicina de Santos, instituições que servem de centro de referência, porque congregam profissionais que lutam para manter-se atualizados.